A mala voltara quase vazia; mas a mente vinha repleta. Visitara museus, bibliotecas e livrarias.
O pequeno quadro, presente de um amigo, foi acomodado entre os inúmeros que pendiam assimetricamente da parede da sala. Encontrar um espaço ali era quase impossível. Afastou-se para ver o resultado e teve a impressão de que algo se movera. Aproximou-se com medo de que fosse um inseto. Não viu nada.
Os quadros mais antigos se alargaram e forçaram os mais recentes a se comprimirem. Nesse empurra-empurra alguns se inclinaram. Ingrid percebeu um leve rumor e recolocou-os em seus lugares. As cinco mulheres de branco que, no quadro de moldura negra, se dirigiam às suas casinhas assustaram-se com o movimento e apressaram o passo.
A luz atravessou a janela e pousou sobre o quadro em que uma moça caminhava por uma rua ensolarada. Ela estancou, largou a cesta que mantinha encostada ao quadril e rodopiou sobre o calçamento irregular.
Ingrid pôs um CD de Chico Buarque e iniciou uns passos de dança. As pessoas do quadro em tons vermelho e negro, que observavam uma festa popular, voltaram-se e aplaudiram com entusiasmo. Sem perceber o que se passava na parede de sua casa, Ingrid apanhou as ilustrações que trouxera do Museu d’Orsay e estendeu-se no sofá abaixo do quadro em que um pintor fazia seu auto-retrato. O pintor abandonou palhetas e tintas e passou a observar, junto com ela, as reproduções.
Um forte sopro de vento alçou as cortinas e avivou as figuras dos quadros. As três mulheres que conversavam, ao lado de grandes cestos cheios de conchas, despiram suas longas saias, retiraram os panos da cabeça e correram, numa nudez branca, em direção ao mar. Ao mesmo tempo, as pessoas do quadro abaixo, que caminhavam com tranqüilidade ao lado do Sena, puseram-se a correr confusas em todas as direções. Já não se obedecia aos limites impostos pelas molduras. Aprisionadas no tempo, não sabiam para onde ir ou o que fazer. Atônitas descobriam um novo mundo.
Uma mulher que parecia ter saído de uma revista de modas da década de cinqüenta falou em francês para um enorme galo que se mantinha parado: Por que você não se move? O galo mexeu a cabeça e respondeu em português: Estou nesta posição desde 1972, não consigo mexer as pernas.
De repente, formou-se um grande círculo e reclamações de toda ordem foram ouvidas em diferentes línguas. Todos se entendiam: “Fui paralisada enquanto caminhava para casa”, “Estou há anos sem tomar banho”, “Não sei o que foi feito da minha família”, “Nem pudemos entrar em casa, depois da festa de Iemanjá”, “Quantos anos se passaram? Estou jovem e minha filha deve estar velha”, “Por que fomos aprisionados?”, “Eu nunca terminei meu auto-retrato. Temos que fazer alguma coisa”.
Durante a confusão uma moldura caiu. Ingrid levantou-se atordoada. Estava mesmo precisando descansar, suas pernas pareciam não lhe pertencer. Apanhou o quadro e, ao colocá-lo de volta, parou perplexa: a tela não tinha qualquer vestígio de tinta.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Crianças, corram! Silvio Santos vem aí!
E morreu um dos inventores do Viagra! Caiu duro! Um minuto de ereção, por favor!
BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! Morreu o dr. Robert Furchgott, um dos inventores do Viagra! Então, não morreu. CAIU DURO! Um minuto de ereção, por favor! Rarará! E conseguiram fechar o caixão? Rarará! Esse levantou o mundo, deu um upgrade no tédio! E quem tá precisando de Viagra é o meu contracheque, pra ver se o meu salário sobe. E o único que não precisa de Viagra é o Dunga. Porque já é cabeça dura! E o genérico do Viagra é o milho: você bota o milho no umbigo e o pinto sobe pra comer! Rarará! E o babado do Silvio Santos com a menina Maisa. Quer assustar criança? É só gritar: Silvio Santos vem aí. Rarará! E o blog Comentando revela que Silvio Santos vai lançar o "Show do Humilhão". Com a menina Maisa! E eu acho essa menina Maisa uma pentelha de peruca macarrão parafuso. Rarará! E quem disse que o Silvio Santos assusta só criancinha? Rarará! E eu só tenho um senão com o Silvio Santos: ele insiste em combinar a cor do cinto com a do cabelo! E um lulista me passou um slogan pra Dilma 2010: "Já votei no cara, agora voto na coroa". E eu tenho uma amiga que vai lançar uma coleção de máscaras chamada GRIFE SUÍNA! E aquelas que fazem tanta plástica e ficam com nariz de porquinha? Gripe Suína Porra Nenhuma! Foi plástica mesmo! Rarará! CHEGA DE SEGUNDO! O fã clube do Rubinho em Bragança Paulista (SP) vai pedir novas regras na Fórmula 1: respeito ao mais velho! 1) A pole será sempre do piloto mais velho. 2) Na reta, os pilotos mais novos nunca poderiam ultrapassar o mais velho. 3) E no pit stop, o piloto mais velho voltará à posição que tinha antes de entrar no pit stop. E o Rubinho explica por que chegou em segundo de novo: "É que eu não conhecia bem o caminho, aí fui seguindo o Button". Rarará! É mole? É mole, mas sobe! OU como disse aquele outro: é mole, mas rela pra ver o que acontece! Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heroica e mesopotâmica campanha "Morte ao Tucanês". Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que na rua Augusta, aqui em SP, tem um inferninho chamado LAS JEGAS! Rarará! Mais direto impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil! E atenção! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Analfabeto": ânus de companheiro que não sabe ler nem escrever. Rarará! O lulês é mais fácil que o ingrêis. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno.
E morreu um dos inventores do Viagra! Caiu duro! Um minuto de ereção, por favor!
BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! Morreu o dr. Robert Furchgott, um dos inventores do Viagra! Então, não morreu. CAIU DURO! Um minuto de ereção, por favor! Rarará! E conseguiram fechar o caixão? Rarará! Esse levantou o mundo, deu um upgrade no tédio! E quem tá precisando de Viagra é o meu contracheque, pra ver se o meu salário sobe. E o único que não precisa de Viagra é o Dunga. Porque já é cabeça dura! E o genérico do Viagra é o milho: você bota o milho no umbigo e o pinto sobe pra comer! Rarará! E o babado do Silvio Santos com a menina Maisa. Quer assustar criança? É só gritar: Silvio Santos vem aí. Rarará! E o blog Comentando revela que Silvio Santos vai lançar o "Show do Humilhão". Com a menina Maisa! E eu acho essa menina Maisa uma pentelha de peruca macarrão parafuso. Rarará! E quem disse que o Silvio Santos assusta só criancinha? Rarará! E eu só tenho um senão com o Silvio Santos: ele insiste em combinar a cor do cinto com a do cabelo! E um lulista me passou um slogan pra Dilma 2010: "Já votei no cara, agora voto na coroa". E eu tenho uma amiga que vai lançar uma coleção de máscaras chamada GRIFE SUÍNA! E aquelas que fazem tanta plástica e ficam com nariz de porquinha? Gripe Suína Porra Nenhuma! Foi plástica mesmo! Rarará! CHEGA DE SEGUNDO! O fã clube do Rubinho em Bragança Paulista (SP) vai pedir novas regras na Fórmula 1: respeito ao mais velho! 1) A pole será sempre do piloto mais velho. 2) Na reta, os pilotos mais novos nunca poderiam ultrapassar o mais velho. 3) E no pit stop, o piloto mais velho voltará à posição que tinha antes de entrar no pit stop. E o Rubinho explica por que chegou em segundo de novo: "É que eu não conhecia bem o caminho, aí fui seguindo o Button". Rarará! É mole? É mole, mas sobe! OU como disse aquele outro: é mole, mas rela pra ver o que acontece! Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heroica e mesopotâmica campanha "Morte ao Tucanês". Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que na rua Augusta, aqui em SP, tem um inferninho chamado LAS JEGAS! Rarará! Mais direto impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil! E atenção! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Analfabeto": ânus de companheiro que não sabe ler nem escrever. Rarará! O lulês é mais fácil que o ingrêis. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno.
Baú
Sempre ouvi mamãe falar que meu pai era o garoto mais rebelde da escola. Papai era aquele tipo de homem que não levava desaforo pra casa. Se alguém mexesse com ele, fosse pelo que fosse, ele não pensava duas vezes antes de chacoalhar o crânio do infeliz. Ele era capaz de bater em cinco, sozinho. Era um amontoado de músculos.Mas, ao contrário do que pensam, ele era bastante inteligente. Era formado em psicologia. Começou também o curso de sociologia. Até hoje não sei direito o porque da não conclusão do curso.Sempre adorei meu pai. Ele era como um Deus pra mim. Graças a ele eu era o cara mais respeitado da escola. Era tão forte quanto ele. Aliás, até hoje eu sou assim. Ele é meu ídolo. Aprendi tudo com ele. Como dar chave de braço, soco na nuca, joelhada na barriga, etc.Lembro-me como se fosse hoje o dia em que meu pai morreu. Chorei bastante.Há uma história que eu só fiquei sabendo depois de um ano de sua morte: Alguns dias antes, papai deu para mamãe o baú que ele tinha desde os dez anos de idade. Lá estavam as coisas que o meu pai mais gostava. Mas nem minha mãe nem eu sabíamos o que havia lá dentro. O baú era pra ser enterrado junto com ele. Ele sempre esteve fechado com um daqueles cadeados com segredo. Só ele sabia a senha.Agora vem a parte que eu não sabia. Mamãe não enterrou o baú. Guardou-o porque algum dia, segundo ela, poderia ser útil para alguma coisa. E foi. Ô se foi!Um ano depois, exatamente no aniversário da morte de meu pai, mamãe, sofrendo com minha tristeza, deu-me o baú. Pude sentir o cheiro de papai naquele momento. Era como se todo sofrimento tivesse acabado naquela hora. Simplesmente não acreditava que aquele baú estava nas minhas mãos. Poderia saber os segredos de infância de meu pai.Corri para o quintal. Tinha que abrir aquele baú de qualquer forma. Peguei o pé-de-cabra na garagem e arrombei o cadeado.Abri vagarosamente o baú. Estava uma tarde escura. Eram quase dezoito horas. Comecei a sentir gotas de chuva na minha cabeça. Seria papai furioso lá em cima? Seria ele que não queria que eu visse o que continha o baú???O tempo começou a fechar. Foi tudo muito rápido. Escutei um barulho! Era um raio que tinha caído na árvore do vizinho. A árvore estava se partindo. Estava caindo sobre mim. Consegui tirar o baú e também me salvei. Talvez papai não estava mesmo gostando que eu invadisse sua individualidade. Mas o que havia no baú???Levei o baú para o meu quarto. Chovia muito. Papai realmente estava furioso. Mas poderia ser coincidência. Apenas começou a chover exatamente na hora que eu estava abrindo o baú.No quarto fiquei olhando para aquele baú. Estava me arrependendo de tentar abri-lo. Mas precisava saber o que tinha lá dentro. Era uma dúvida que eu tinha há anos.Abri. Fechei. Abri. Fechei de novo. Abri um pouco. Fechei rapidamente. Abri novamente. Fechei com força. Fui até o quintal, peguei o pé-de-cabra. Subi até meu quarto e arranquei a tampa do baú. Daquela forma não poderia mais fechar aquele baú.Não aconteceu nada. Papai não fez nada. Supus, então, que a chuva e o raio eram pura coincidência.No baú pude encontrar uma coleção de bolinhas de gude; de figurinhas; de moedas antigas; algumas fotografias; várias cartas; um sapato muito, muito velho; revistas; baralho e um tipo de diário.Comecei ler algumas cartas, ver umas moedas, folhear algumas revistas, mas sentia o diário me chamando: LEIA-ME, LEIA-ME. Muito estranho!Abri. Estava escrito na primeira página: "Minha vida e meus amores”. Fechei. Abri. Fechei. Estava sentido o tal do remorso. O mesmo que senti quando abri o baú.Abri outra vez. Fechei. Abri e arranquei a capa. Agora tinha que ler.Havia um índice. O diário não era tão grande. Havia algumas folhas em branco no fim.O índice: Minha Infância, Meu Primeiro Emprego, Meus Sonhos; Meus Amores, Meu Casamento, Meu Filho. Não havia mais nada.O capítulo que mais me chamou a atenção foi “Meus Amores”.Papai era o rapaz mais visado pelas garotas da escola. Era um homem bonito, brigão, tinha mil mulheres aos seus pés. Será que ele já se apaixonou, além da mamãe, por outras garotas? A resposta estava naquele capítulo.Olhei a página. Abri na página. Fechei. Abri. Fechei. O tal do remorso de novo me corroendo por dentro. Bom, já tinha visto tudo dentro do baú mesmo, algo mais, algo menos não faria diferença. Resolvi ler.O Capítulo começava assim:“Meu primeiro amor verdadeiro, foi ainda na infância. Seu nome era Roberto Campos. O amei por anos. Depois veio o Carlão Soares...”Surpreso e decepcionado, parei de ler naquele instante.
Sempre ouvi mamãe falar que meu pai era o garoto mais rebelde da escola. Papai era aquele tipo de homem que não levava desaforo pra casa. Se alguém mexesse com ele, fosse pelo que fosse, ele não pensava duas vezes antes de chacoalhar o crânio do infeliz. Ele era capaz de bater em cinco, sozinho. Era um amontoado de músculos.Mas, ao contrário do que pensam, ele era bastante inteligente. Era formado em psicologia. Começou também o curso de sociologia. Até hoje não sei direito o porque da não conclusão do curso.Sempre adorei meu pai. Ele era como um Deus pra mim. Graças a ele eu era o cara mais respeitado da escola. Era tão forte quanto ele. Aliás, até hoje eu sou assim. Ele é meu ídolo. Aprendi tudo com ele. Como dar chave de braço, soco na nuca, joelhada na barriga, etc.Lembro-me como se fosse hoje o dia em que meu pai morreu. Chorei bastante.Há uma história que eu só fiquei sabendo depois de um ano de sua morte: Alguns dias antes, papai deu para mamãe o baú que ele tinha desde os dez anos de idade. Lá estavam as coisas que o meu pai mais gostava. Mas nem minha mãe nem eu sabíamos o que havia lá dentro. O baú era pra ser enterrado junto com ele. Ele sempre esteve fechado com um daqueles cadeados com segredo. Só ele sabia a senha.Agora vem a parte que eu não sabia. Mamãe não enterrou o baú. Guardou-o porque algum dia, segundo ela, poderia ser útil para alguma coisa. E foi. Ô se foi!Um ano depois, exatamente no aniversário da morte de meu pai, mamãe, sofrendo com minha tristeza, deu-me o baú. Pude sentir o cheiro de papai naquele momento. Era como se todo sofrimento tivesse acabado naquela hora. Simplesmente não acreditava que aquele baú estava nas minhas mãos. Poderia saber os segredos de infância de meu pai.Corri para o quintal. Tinha que abrir aquele baú de qualquer forma. Peguei o pé-de-cabra na garagem e arrombei o cadeado.Abri vagarosamente o baú. Estava uma tarde escura. Eram quase dezoito horas. Comecei a sentir gotas de chuva na minha cabeça. Seria papai furioso lá em cima? Seria ele que não queria que eu visse o que continha o baú???O tempo começou a fechar. Foi tudo muito rápido. Escutei um barulho! Era um raio que tinha caído na árvore do vizinho. A árvore estava se partindo. Estava caindo sobre mim. Consegui tirar o baú e também me salvei. Talvez papai não estava mesmo gostando que eu invadisse sua individualidade. Mas o que havia no baú???Levei o baú para o meu quarto. Chovia muito. Papai realmente estava furioso. Mas poderia ser coincidência. Apenas começou a chover exatamente na hora que eu estava abrindo o baú.No quarto fiquei olhando para aquele baú. Estava me arrependendo de tentar abri-lo. Mas precisava saber o que tinha lá dentro. Era uma dúvida que eu tinha há anos.Abri. Fechei. Abri. Fechei de novo. Abri um pouco. Fechei rapidamente. Abri novamente. Fechei com força. Fui até o quintal, peguei o pé-de-cabra. Subi até meu quarto e arranquei a tampa do baú. Daquela forma não poderia mais fechar aquele baú.Não aconteceu nada. Papai não fez nada. Supus, então, que a chuva e o raio eram pura coincidência.No baú pude encontrar uma coleção de bolinhas de gude; de figurinhas; de moedas antigas; algumas fotografias; várias cartas; um sapato muito, muito velho; revistas; baralho e um tipo de diário.Comecei ler algumas cartas, ver umas moedas, folhear algumas revistas, mas sentia o diário me chamando: LEIA-ME, LEIA-ME. Muito estranho!Abri. Estava escrito na primeira página: "Minha vida e meus amores”. Fechei. Abri. Fechei. Estava sentido o tal do remorso. O mesmo que senti quando abri o baú.Abri outra vez. Fechei. Abri e arranquei a capa. Agora tinha que ler.Havia um índice. O diário não era tão grande. Havia algumas folhas em branco no fim.O índice: Minha Infância, Meu Primeiro Emprego, Meus Sonhos; Meus Amores, Meu Casamento, Meu Filho. Não havia mais nada.O capítulo que mais me chamou a atenção foi “Meus Amores”.Papai era o rapaz mais visado pelas garotas da escola. Era um homem bonito, brigão, tinha mil mulheres aos seus pés. Será que ele já se apaixonou, além da mamãe, por outras garotas? A resposta estava naquele capítulo.Olhei a página. Abri na página. Fechei. Abri. Fechei. O tal do remorso de novo me corroendo por dentro. Bom, já tinha visto tudo dentro do baú mesmo, algo mais, algo menos não faria diferença. Resolvi ler.O Capítulo começava assim:“Meu primeiro amor verdadeiro, foi ainda na infância. Seu nome era Roberto Campos. O amei por anos. Depois veio o Carlão Soares...”Surpreso e decepcionado, parei de ler naquele instante.
sábado, 16 de maio de 2009
Expectativas
Não é útil esperar nada de ninguém mas é muito bom esperar algo de nós mesmos. Eles podem ser bons ou eles podem ser maus, não importa. O que importa é como lidamos com isso. E sempre será difícil porque se não fosse difícil não haveria o que aprender. Tentamos dez vezes e nada funciona. Quando conseguimos ocorre uma mudança na situação e outro teste vem. Esta é a brincadeira cósmica. Mas se nos desapegamos um pouco, o jogo se torna muito interessante.
"Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos. Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou seis milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma. A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo" - E ela responde: "Eu também não, meu filho". Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguaçu. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio,não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não sente-se e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano,dessas pessoas que vivem a dizer: Eu não disse!, Eu sabia! Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios. O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho. Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço; e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundo
Elogie 3 pessoas por dia.
II -
Tenha um aperto de mão firme.
III -
Olhe as pessoas nos olhos.
IV -
Gaste menos do que ganha.
V -
Saíba perdoar a si e aos outros.
VI -
Trate os outros como gostaria de ser tratado.
VII -
Faça novos amigos.
VIII -
Saíba guardar segredos.
IX -
Não adie uma alegria.
X -
Surpreenda aqueles que você ama com presentes inesperados.
XI -
Sorria.
XII -
Aceite uma mão estendida.
XIII -
Pague suas contas em dia.
XIV -
Não reze para pedir coisas. Reze para agradecer e pedir sabedoria e coragem.
XV -
Dê às pessoas uma segunda chance.
XVI -
Não tome nenhuma decisão quando estiver cansado ou nervoso.
XVII -
Respeite todas as coisas vivas, especialmente as indefesas.
XVIII -
Dê o melhor de si no seu trabalho. Tenha prazer em fazer bem feito.
XIX -
Seja humilde, principalmente nas vitórias.
XX -
Jamais prive uma pessoa de esperança. Pode ser que ela só tenha isso.
Quem não tem uma pra contar, pelo menos já ouviu alguma história engraçada ocorrida em um motel. Você vai conhecer aqui alguns casos pitorescos.
Publicidade
A estudante Paula Teixeira* e seu namorado já passaram por um susto em um motel, que hoje é motivo de risada. Os dois estavam na cama quando ouviram passos dentro do quarto. Na hora, eles se enrolaram no lençol e gritaram que tinha gente ocupando o lugar.
“Fiquei com medo. Uma noite antes tinha assistido ao ‘Cidade de Deus’ e no começo do filme matam pessoas em um motel. Já achei que era ladrão”, confessa Paula. Na verdade, era apenas uma funcionária perdida. Ela tinha que conferir se o quarto ao lado estava limpo, se enganou e abriu a porta errada. A moça só percebeu o erro quando viu o casal. “Nem consigo imaginar o que ela pode ter visto. Acho que ela viu partes do meu corpo que nem eu conheço”, brinca a estudante.
Fernanda Silva* e seu noivo passaram por um episódio parecido. A contadora e o parceiro não perceberam que a porta do quarto, que levava aos corredores de circulação dos funcionários, estava aberta e começaram a namorar. “Quando a gente estava quase nos ‘finalmentes’, eu senti uma coisa estranha. Fui ver, tinha uma mulher com uma pilha de lençóis nas mãos olhando a gente. Eu gritei e o meu noivo pensou que eu estava empolgada. Até eu berrar ‘tem gente olhando’ e apontar para porta”, diz.
A contadora se escondeu atrás da cama enquanto o noivo ligava para a recepção. “Não sei o que aconteceu com a funcionária da limpeza, mas ganhamos uma cortesia no motel”, garante Fernanda.
O enfermeiro Renato Lima* também tem uma história engraçada. “Na hora foi constrangedor, mas agora dou muita risada quando conto para os outros”, diz. Ele estava com seu namorado em um motel, quando começou a ouvir barulhos do quarto ao lado. “Eles estavam gemendo muito alto e isso estava me desconcentrando. Então, eu e meu namorado começamos a gemer mais alto. O outro casal percebeu e fez mais alto ainda, daí ficamos nessa”, conta o enfermeiro.
A gritaria parou momentaneamente devido a uma ligação da recepção. “Ligaram e falaram: ‘senhores, por favor, tem quarto reclamando’. Eu comecei a falar que tinham é que brigar com o outro quarto. Não deu 20 segundos e ouvimos o telefone tocando no quarto ao lado”, lembra. Resultado? Uma nova sessão de gemidos. “Acho que o casal se revoltou e quis descontar. Eles gemiam muito alto, pareciam gatos no cio. Só pararam quando o meu namorado deu um soco na parede”, conta Renato.
Depois do “soco”, o enfermeiro e seu parceiro receberam uma nova ligação da recepção. ‘Por favor senhores, não ameacem o quarto ao lado’. Eu me matei de rir, a gente não conseguiu fazer mais nada depois dessa”, lembra Renato. O casal deixou o quarto e foi reclamar na recepção “Comecei um discurso de como eles não deviam interferir na vida dos clientes e que deveria ter liberdade de expressão para gritar e socar paredes. Eles pediram desculpa e me deram um cupom de desconto”, conta o enfermeiro.
Não é útil esperar nada de ninguém mas é muito bom esperar algo de nós mesmos. Eles podem ser bons ou eles podem ser maus, não importa. O que importa é como lidamos com isso. E sempre será difícil porque se não fosse difícil não haveria o que aprender. Tentamos dez vezes e nada funciona. Quando conseguimos ocorre uma mudança na situação e outro teste vem. Esta é a brincadeira cósmica. Mas se nos desapegamos um pouco, o jogo se torna muito interessante.
"Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos. Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou seis milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma. A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo" - E ela responde: "Eu também não, meu filho". Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguaçu. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio,não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não sente-se e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano,dessas pessoas que vivem a dizer: Eu não disse!, Eu sabia! Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios. O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho. Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço; e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundo
Elogie 3 pessoas por dia.
II -
Tenha um aperto de mão firme.
III -
Olhe as pessoas nos olhos.
IV -
Gaste menos do que ganha.
V -
Saíba perdoar a si e aos outros.
VI -
Trate os outros como gostaria de ser tratado.
VII -
Faça novos amigos.
VIII -
Saíba guardar segredos.
IX -
Não adie uma alegria.
X -
Surpreenda aqueles que você ama com presentes inesperados.
XI -
Sorria.
XII -
Aceite uma mão estendida.
XIII -
Pague suas contas em dia.
XIV -
Não reze para pedir coisas. Reze para agradecer e pedir sabedoria e coragem.
XV -
Dê às pessoas uma segunda chance.
XVI -
Não tome nenhuma decisão quando estiver cansado ou nervoso.
XVII -
Respeite todas as coisas vivas, especialmente as indefesas.
XVIII -
Dê o melhor de si no seu trabalho. Tenha prazer em fazer bem feito.
XIX -
Seja humilde, principalmente nas vitórias.
XX -
Jamais prive uma pessoa de esperança. Pode ser que ela só tenha isso.
Quem não tem uma pra contar, pelo menos já ouviu alguma história engraçada ocorrida em um motel. Você vai conhecer aqui alguns casos pitorescos.
Publicidade
A estudante Paula Teixeira* e seu namorado já passaram por um susto em um motel, que hoje é motivo de risada. Os dois estavam na cama quando ouviram passos dentro do quarto. Na hora, eles se enrolaram no lençol e gritaram que tinha gente ocupando o lugar.
“Fiquei com medo. Uma noite antes tinha assistido ao ‘Cidade de Deus’ e no começo do filme matam pessoas em um motel. Já achei que era ladrão”, confessa Paula. Na verdade, era apenas uma funcionária perdida. Ela tinha que conferir se o quarto ao lado estava limpo, se enganou e abriu a porta errada. A moça só percebeu o erro quando viu o casal. “Nem consigo imaginar o que ela pode ter visto. Acho que ela viu partes do meu corpo que nem eu conheço”, brinca a estudante.
Fernanda Silva* e seu noivo passaram por um episódio parecido. A contadora e o parceiro não perceberam que a porta do quarto, que levava aos corredores de circulação dos funcionários, estava aberta e começaram a namorar. “Quando a gente estava quase nos ‘finalmentes’, eu senti uma coisa estranha. Fui ver, tinha uma mulher com uma pilha de lençóis nas mãos olhando a gente. Eu gritei e o meu noivo pensou que eu estava empolgada. Até eu berrar ‘tem gente olhando’ e apontar para porta”, diz.
A contadora se escondeu atrás da cama enquanto o noivo ligava para a recepção. “Não sei o que aconteceu com a funcionária da limpeza, mas ganhamos uma cortesia no motel”, garante Fernanda.
O enfermeiro Renato Lima* também tem uma história engraçada. “Na hora foi constrangedor, mas agora dou muita risada quando conto para os outros”, diz. Ele estava com seu namorado em um motel, quando começou a ouvir barulhos do quarto ao lado. “Eles estavam gemendo muito alto e isso estava me desconcentrando. Então, eu e meu namorado começamos a gemer mais alto. O outro casal percebeu e fez mais alto ainda, daí ficamos nessa”, conta o enfermeiro.
A gritaria parou momentaneamente devido a uma ligação da recepção. “Ligaram e falaram: ‘senhores, por favor, tem quarto reclamando’. Eu comecei a falar que tinham é que brigar com o outro quarto. Não deu 20 segundos e ouvimos o telefone tocando no quarto ao lado”, lembra. Resultado? Uma nova sessão de gemidos. “Acho que o casal se revoltou e quis descontar. Eles gemiam muito alto, pareciam gatos no cio. Só pararam quando o meu namorado deu um soco na parede”, conta Renato.
Depois do “soco”, o enfermeiro e seu parceiro receberam uma nova ligação da recepção. ‘Por favor senhores, não ameacem o quarto ao lado’. Eu me matei de rir, a gente não conseguiu fazer mais nada depois dessa”, lembra Renato. O casal deixou o quarto e foi reclamar na recepção “Comecei um discurso de como eles não deviam interferir na vida dos clientes e que deveria ter liberdade de expressão para gritar e socar paredes. Eles pediram desculpa e me deram um cupom de desconto”, conta o enfermeiro.
O SENTIDO DA VIDA Ponha a mão no peito e sinta as batidas do seu coração. Esse é o relógio da sua vida tiquitaqueando a contagem regressiva do tempo que lhe resta. Um dia ele parará. Isso é cem por cento garantido e não há nada que você possa fazer a respeito. Portanto, não dá para perder um único precioso segundo. Vá atrás do seu sonho com energia e paixão, ou, então, recue e veja-o escorrer pelo ralo. Se você passar o tempo todo em cima do muro, acabará não indo a lugar algum no pouco tempo que lhe resta (sem falar, claro, no perigo das farpas em lugares inconvenientes). Como dizem: "não se salta uma fenda em dois pulinhos". É preciso coragem e dedicação para viver o seus sonhos. (Claro, também é preciso lembrar onde acaba a coragem e começa a estupidez). A verdade é que todos nascemos com potencial para a grandeza, abençoados com oportunidades para alcançar novas e estonteantes alturas. Mas, tristemente, muitos de nós são preguiçosos demais, preocupados demais com o que os outros possam pensar, com medo demais de mudanças, para abrir suas asas e usar todos os seus talentos. É importantíssimo fazer o que deixa feliz - e da melhor maneira possível. Não importa que seja fazer bolas de neve, prender a respiração debaixo d'água, cantar, ou conseguir efeitos dramáticos com um secador de cabelos. Só o que interessa é que você se sinta bem com o que está fazendo. Tenha sempre em mente que, faça o que você fizer, os enganos são parte da vida e não perca tempo se castigando por erros do passado. Não fique ruminando se está ou não fazendo a coisa certa. Você sempre saberá a resposta no seu coração. Em vez de desanimar-se, lembre-se sempre de que rejeição e resistência são inevitáveis quando se faz algo muito importante ou especial. Quando você se propõe a realizar seus sonhos, muitos tentarão detê-lo (incluindo os que mais amam você). O que não falta neste mundo são pessimistas lamentáveis, que desistem dos seus sonhos, para lhe dizer: "não perca seu tempo, você nunca conseguirá." Você pode muito bem se ver cercado por pessoas que, secretamente, querem ver você fazer menos, ou fracassar por completo, para não se sentir diminuídas. "Esqueça isso", dirão. "Não vale a pena." Por isso, é importante compreender que seguir o seu próprio caminho pode ser incrivelmente recompensador, mas não é fácil não. Como todo mundo, você terá alguns dias melhores que outros. De vez em quando, tudo parecerá uma grande zona de perigo. As pessoas olharão para você com estranheza quando souberem o que você está tentando atingir e você começará a ouvir seus detratores e a ter dúvidas. "Porque não continuei vendendo bananas, meu Deus?" Mas, aconteça o que acontecer, não desista! Lembre-se de que todos têm dificuldades.. É incrivelmente cansativo passar dias fazendo coisas que não nos agradam ou sequer nos interessam. Mas, se você perseguir o seu sonho, pelo menos se cansará fazendo o que mais gosta. Você pode achar que nada disto significa muito no grande esquema global das coisas. Mas, acredite: significa. Quando você tirar tudo que puder da sua vida, saboreando cada gota, isto mudará tudo à sua volta, de ordinário para extraordinário. Quando estiver fazendo o que ama, você se levantará de manhã cheio de animação para enfrentar o começo de cada dia e estará tomado de uma alegria sincera, altamente contagiante. Do mesmo modo que, ao dar uma boa risada, faz outro começar a rir, e outro, até que estão todos rindo tanto que começam a lacrimejar, ter dor de estômago e dificuldades em respirar. Mas, melhor do que tudo, fazendo coisas que enroscam os seus bigodes de fazer (presumindo-se, claro que você tenha bigodes), você inspira outros a irem atrás dos seus sonhos, e é assim, meu amigo, que se transforma o mundo! Sabe de uma coisa? Mesmo que você cometa enganos e esteja errado sobre quase tudo, ainda assim sua vida será uma aventura fantástica e divertida; você dormirá cada noite sabendo que fez o que podia e isso fez diferença e acordará a cada dia antecipando o futuro tão belo e excitante quanto puder imaginar. E sabe de outra coisa? Se você ouvir seu coração e usar a cabeça, nunca estará errado.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
DE PAVÕES E URUBUS
Lá vou eu tirar um zé-ninguém da obscuridade. Vocês sabem: há blogueiros que ficam sem Haldol, entram em crise e começam a me atacar em busca de leitores. A esses, não dou bola. Ninguém os lê mesmo, e sua influência é zero. Basta que voltem a tomar remédio, e lá estão eles de volta à casinha de cachorro. O blogueiro de que falarei agora também não existe. Mas há uma pequena diferença em relação à turma em busca de notoriedade: o cara é professor de filosofia da Universidade Estadual de Londrina. Significa que alguma influência sobre uma parcela de jovens ele há de exercer, não é? É um exemplo triste e patético do que acontece com a universidade brasileira. O nome do rapaz é Aguinaldo Pavão. Embora pense e se comporte como um urubu. Comentando uma entrevista que concedi ao jornal Gazeta do Povo, o maior do Paraná, escreve o Pavão, abrindo o penacho, mas fazendo a apologia da carniça humana (texto segue em vermelho, no original; o meu, em azul):Aborto, direita e esquerdaEm geral, as tentativas de distinção política entre direita e esquerda sempre me atraem. E fui especialmente atraído pela declaração de um jornalista que escreve muito bem e se diz de direita. O senhor Reinaldo Azevedo afirmou, numa entrevista ao jornal Gazeta do Povo (de domingo, 23/11/2008) que ser favorável ao aborto implica compartilhar valores de esquerda.Pavão tem razão numa coisa: de fato, escrevo bem; e ele, mal. Um professor de filosofia que se expressa de modo confuso consegue pensar com clareza? Acho que não. Filosofia, mais do que qualquer outro saber, é linguagem.É mentira! É um filósofo que mente. Mentindo, ele consegue mais facilmente ser um trapaceiro intelectual e enganar os seus alunos. O que eu disse na entrevista é literalmente isto aqui: “fiz aquela afirmação com base numa pesquisa do Datafolha que demonstrava que os valores do tal ‘povo’ são conservadores. E que nenhum partido, nem o DEM, assume essa perspectiva. Dou um exemplo claro: a população brasileira é majoritariamente contrária ao aborto. Mas não há um só partido com essa diretriz no país. Pior: os líderes políticos preferem driblar o assunto. Por quê? Medo de uma imprensa que é majoritariamente pautada pelos valores de esquerda”. Ou os matizes importam à filosofia, ou o filósofo é um picareta. De todo modo, é um fato — não uma questão de gosto — que as "direitas" americana e européia são majoritariamente contrárias ao aborto, e as esquerdas, favoráveis.(É verdade que ele é confuso sobre esse ponto, pois próximo ao final da entrevista ele parece reconhecer o obvio: há liberais abortistas). Mas a idéia - por muitos compartilhada - de que defender o aborto é ser de esquerda é uma tolice sem tamanho.Ser estúpido deve dar algum prazer. Ou não haveria tantos estúpidos. Observem, então, que ele me ataca por aquilo que eu não disse. E, quando fica evidente que eu não afirmei o que ele me atribui, então ele me chama de confuso, de contraditório. Isso não é argumentação, é vigarice. O que identifico na entrevista é uma tendência óbvia: legendas de esquerda, mundo afora, são, sim favoráveis ao aborto; e as de direita tendem a ser contrárias.(Lembro-me de um sujeito, um submarxista desastrosamente equivocado, que pensava que a construção de um muro na UEL era coisa de direita). Há muitas pessoas de esquerda que também são contra o aborto. E não vejo que definição boa de direita e esquerda possa servir para dizer que ser contra o aborto é a conseqüência de uma posição de direita.Não vê porque não quer e porque pretende tomar a exceção como regra. Ademais, não falei de pessoas ou grupelhos, mas de partidos. Heloísa Helena e os petistas ligados à Igreja são contra o aborto. E daí? O que importa é a opinião de seus respectivos partidos. São eles que vão definir políticas públicas.Esse Reinaldo Azevedo, embora muito melhor que Olavo de Carvalho, é no fundo da mesma turma.A última moda da esquerdinha universitária, agora, é fazer uma hierarquia dos adversários. Deixe de ser ridículo!Da turma que pensa que ser de direita é ser conservador. Da turma que adora uma Sarah Palin.Observem que ele nega que ser de direita é ser conservador sem definir, no entanto, nem uma coisa nem outra. Isso é professor de filosofia? Quanto a este escriba ser da turma que “adora uma Sarah Palin”, dizer o quê? Como responder a essa vulgaridade? Já sei: "e você é da turma que adora o big stick do Barack". É isto: "Pavão gosta é do big stick do Barack".Eles não passam de cristãos gritando com o livrinho de catequese na mão.E se fosse? Você pretende me crucificar por isso?Azevedo confunde bisonhamente liberalismo com conservadorismo político. Aposto que nunca leu Nozick. Se conhecesse apenas um pouco de Locke já ajudaria bastante (e isso que ele diz ter lido Locke). Locke era contra o suicídio, eu sei. Não sei se ele escreveu alguma coisa sobre o aborto, mas certamente seria contra. De todo modo, as premissas de seu pensamento político e moral autorizam claramente o aborto (Já aviso que vejo uma flagrante contradição entre o § 6 e o 27 do Segundo Tratado).O trecho acima diz bem o que está acontecendo com a universidade brasileira. Vejam o que faz o dito professor:- infere o que li ou deixei de ler;- infere que Locke “certamente seria contra o aborto”;- Pavão é tão favorável ao aborto, mas tão favorável, que, ainda que inferindo qual seria a posição de Locke, ele diz que Locke estaria errado segundo os princípios de... Locke!!! Vale dizer: eu estou errado por conta do que eu nunca disse. E Locke também! Mas o melhor do pior está por vir.Se sou proprietário do meu corpo, tenho o direito fazer o que quiser com o que ocorre dentro dele. Vamos supor que homens também pudessem engravidar. Se eu estivesse grávido de três meses e quisesse me suicidar, teria de adiar o suicídio por 6 meses? O Estado tem algum direito de exigir isso de mim? Se fracassasse em minha tentativa seria legítimo ser condenado por tentativa de homicídio? É cabível isso? Ora, eu sou o soberano absoluto da interioridade de meu corpo. Esse é um direito natural. Por isso eu pergunto: qual o problema moral de matar um feto ou embrião que está dentro do meu corpo? Não há nenhum problema moral. Há sim religião, Jesus e crucifixo. Muitos crucifixos.Bem, homens não podem engravidar, e isso invalida a especulação do Pavão. Quanto ao mais, destaco que ele emprega muito bem o verbo (o que seria da filosofia sem a linguagem, certo?): MATAR. Ele não vê mal nenhum nisso. Há quem veja. Observem a ligeireza bronca, estúpida, com que ele diz: “Não há nenhum problema moral”. Como não? A moral diz respeito às escolhas individuais, privadas. Justamente porque o feto depende do corpo que o hospeda e porque o indivíduo, dono desse corpo, pode fazer escolhas, talvez seja essa a mais moral de todas as decisões.Mais ainda: quando ele nega a existência dessa moral no debate e declara que é tudo uma questão de religião, então está operando uma verdadeira revolução na história da filosofia: religião e moral, para Pavão, são categorias excludentes. Uma só pode existir onde inexiste a outra. Onde foi que o danado aprendeu essas coisas?Pavão é irrelevante? Claro que sim! Tanto é, que eu nunca tinha ouvido falar do cara. Nem vocês. Nem ninguém. Telefonei há pouco para dois professores de filosofia da USP só pra fazer um teste: “Sabe quem é Aguinaldo Pavão?” Resposta de um: “Queeem?” E do outro: “Não, só o Agnaldo Timóteo”. Ele não existe como indivíduo e como dono de um pensamento. E, por isso mesmo, ele é uma legião, como os demônios.Essa gente está por aí, nas escolas do ensino fundamental, do ensino médio e nas universidades: distorcendo, mentindo, fazendo trapaças intelectuais. Que entendimento terá da moral um sujeito para quem matar um feto ou mesmo se matar não é uma escolha moral? E Camus, será que ele leu? O que pensará ele da consideração do escritor e filósofo franco-argelino segundo a qual o suicídio é a único questão filosoficamente relevante? Negar a importância moral de “matar um feto”, como ele escreve, ou do suicídio corresponde a jogar no lixo mais de dois milênios (!!!) de filosofia. E Sócretes? O nosso filósofo leu Sócrates ou não conseguiu ir além de Biro-Biro?Pavão, o seu problema nem é tanto deformação ideológica — sem que deixe de ser também. O seu problema e de muitos de seus pares é mesmo ignorância. Trata-se de uma gente que se diploma e faz mestrado e doutorado na base das relações de compadrio corporativista. Aboleta-se, depois, numa universidade pública, e nunca mais é testada — e, claro, ali está protegida do mercado, que tanto detesta.Vocês acham que o Brasil teria uma das universidades mais caras e ineficientes do mundo por acaso?
Lá vou eu tirar um zé-ninguém da obscuridade. Vocês sabem: há blogueiros que ficam sem Haldol, entram em crise e começam a me atacar em busca de leitores. A esses, não dou bola. Ninguém os lê mesmo, e sua influência é zero. Basta que voltem a tomar remédio, e lá estão eles de volta à casinha de cachorro. O blogueiro de que falarei agora também não existe. Mas há uma pequena diferença em relação à turma em busca de notoriedade: o cara é professor de filosofia da Universidade Estadual de Londrina. Significa que alguma influência sobre uma parcela de jovens ele há de exercer, não é? É um exemplo triste e patético do que acontece com a universidade brasileira. O nome do rapaz é Aguinaldo Pavão. Embora pense e se comporte como um urubu. Comentando uma entrevista que concedi ao jornal Gazeta do Povo, o maior do Paraná, escreve o Pavão, abrindo o penacho, mas fazendo a apologia da carniça humana (texto segue em vermelho, no original; o meu, em azul):Aborto, direita e esquerdaEm geral, as tentativas de distinção política entre direita e esquerda sempre me atraem. E fui especialmente atraído pela declaração de um jornalista que escreve muito bem e se diz de direita. O senhor Reinaldo Azevedo afirmou, numa entrevista ao jornal Gazeta do Povo (de domingo, 23/11/2008) que ser favorável ao aborto implica compartilhar valores de esquerda.Pavão tem razão numa coisa: de fato, escrevo bem; e ele, mal. Um professor de filosofia que se expressa de modo confuso consegue pensar com clareza? Acho que não. Filosofia, mais do que qualquer outro saber, é linguagem.É mentira! É um filósofo que mente. Mentindo, ele consegue mais facilmente ser um trapaceiro intelectual e enganar os seus alunos. O que eu disse na entrevista é literalmente isto aqui: “fiz aquela afirmação com base numa pesquisa do Datafolha que demonstrava que os valores do tal ‘povo’ são conservadores. E que nenhum partido, nem o DEM, assume essa perspectiva. Dou um exemplo claro: a população brasileira é majoritariamente contrária ao aborto. Mas não há um só partido com essa diretriz no país. Pior: os líderes políticos preferem driblar o assunto. Por quê? Medo de uma imprensa que é majoritariamente pautada pelos valores de esquerda”. Ou os matizes importam à filosofia, ou o filósofo é um picareta. De todo modo, é um fato — não uma questão de gosto — que as "direitas" americana e européia são majoritariamente contrárias ao aborto, e as esquerdas, favoráveis.(É verdade que ele é confuso sobre esse ponto, pois próximo ao final da entrevista ele parece reconhecer o obvio: há liberais abortistas). Mas a idéia - por muitos compartilhada - de que defender o aborto é ser de esquerda é uma tolice sem tamanho.Ser estúpido deve dar algum prazer. Ou não haveria tantos estúpidos. Observem, então, que ele me ataca por aquilo que eu não disse. E, quando fica evidente que eu não afirmei o que ele me atribui, então ele me chama de confuso, de contraditório. Isso não é argumentação, é vigarice. O que identifico na entrevista é uma tendência óbvia: legendas de esquerda, mundo afora, são, sim favoráveis ao aborto; e as de direita tendem a ser contrárias.(Lembro-me de um sujeito, um submarxista desastrosamente equivocado, que pensava que a construção de um muro na UEL era coisa de direita). Há muitas pessoas de esquerda que também são contra o aborto. E não vejo que definição boa de direita e esquerda possa servir para dizer que ser contra o aborto é a conseqüência de uma posição de direita.Não vê porque não quer e porque pretende tomar a exceção como regra. Ademais, não falei de pessoas ou grupelhos, mas de partidos. Heloísa Helena e os petistas ligados à Igreja são contra o aborto. E daí? O que importa é a opinião de seus respectivos partidos. São eles que vão definir políticas públicas.Esse Reinaldo Azevedo, embora muito melhor que Olavo de Carvalho, é no fundo da mesma turma.A última moda da esquerdinha universitária, agora, é fazer uma hierarquia dos adversários. Deixe de ser ridículo!Da turma que pensa que ser de direita é ser conservador. Da turma que adora uma Sarah Palin.Observem que ele nega que ser de direita é ser conservador sem definir, no entanto, nem uma coisa nem outra. Isso é professor de filosofia? Quanto a este escriba ser da turma que “adora uma Sarah Palin”, dizer o quê? Como responder a essa vulgaridade? Já sei: "e você é da turma que adora o big stick do Barack". É isto: "Pavão gosta é do big stick do Barack".Eles não passam de cristãos gritando com o livrinho de catequese na mão.E se fosse? Você pretende me crucificar por isso?Azevedo confunde bisonhamente liberalismo com conservadorismo político. Aposto que nunca leu Nozick. Se conhecesse apenas um pouco de Locke já ajudaria bastante (e isso que ele diz ter lido Locke). Locke era contra o suicídio, eu sei. Não sei se ele escreveu alguma coisa sobre o aborto, mas certamente seria contra. De todo modo, as premissas de seu pensamento político e moral autorizam claramente o aborto (Já aviso que vejo uma flagrante contradição entre o § 6 e o 27 do Segundo Tratado).O trecho acima diz bem o que está acontecendo com a universidade brasileira. Vejam o que faz o dito professor:- infere o que li ou deixei de ler;- infere que Locke “certamente seria contra o aborto”;- Pavão é tão favorável ao aborto, mas tão favorável, que, ainda que inferindo qual seria a posição de Locke, ele diz que Locke estaria errado segundo os princípios de... Locke!!! Vale dizer: eu estou errado por conta do que eu nunca disse. E Locke também! Mas o melhor do pior está por vir.Se sou proprietário do meu corpo, tenho o direito fazer o que quiser com o que ocorre dentro dele. Vamos supor que homens também pudessem engravidar. Se eu estivesse grávido de três meses e quisesse me suicidar, teria de adiar o suicídio por 6 meses? O Estado tem algum direito de exigir isso de mim? Se fracassasse em minha tentativa seria legítimo ser condenado por tentativa de homicídio? É cabível isso? Ora, eu sou o soberano absoluto da interioridade de meu corpo. Esse é um direito natural. Por isso eu pergunto: qual o problema moral de matar um feto ou embrião que está dentro do meu corpo? Não há nenhum problema moral. Há sim religião, Jesus e crucifixo. Muitos crucifixos.Bem, homens não podem engravidar, e isso invalida a especulação do Pavão. Quanto ao mais, destaco que ele emprega muito bem o verbo (o que seria da filosofia sem a linguagem, certo?): MATAR. Ele não vê mal nenhum nisso. Há quem veja. Observem a ligeireza bronca, estúpida, com que ele diz: “Não há nenhum problema moral”. Como não? A moral diz respeito às escolhas individuais, privadas. Justamente porque o feto depende do corpo que o hospeda e porque o indivíduo, dono desse corpo, pode fazer escolhas, talvez seja essa a mais moral de todas as decisões.Mais ainda: quando ele nega a existência dessa moral no debate e declara que é tudo uma questão de religião, então está operando uma verdadeira revolução na história da filosofia: religião e moral, para Pavão, são categorias excludentes. Uma só pode existir onde inexiste a outra. Onde foi que o danado aprendeu essas coisas?Pavão é irrelevante? Claro que sim! Tanto é, que eu nunca tinha ouvido falar do cara. Nem vocês. Nem ninguém. Telefonei há pouco para dois professores de filosofia da USP só pra fazer um teste: “Sabe quem é Aguinaldo Pavão?” Resposta de um: “Queeem?” E do outro: “Não, só o Agnaldo Timóteo”. Ele não existe como indivíduo e como dono de um pensamento. E, por isso mesmo, ele é uma legião, como os demônios.Essa gente está por aí, nas escolas do ensino fundamental, do ensino médio e nas universidades: distorcendo, mentindo, fazendo trapaças intelectuais. Que entendimento terá da moral um sujeito para quem matar um feto ou mesmo se matar não é uma escolha moral? E Camus, será que ele leu? O que pensará ele da consideração do escritor e filósofo franco-argelino segundo a qual o suicídio é a único questão filosoficamente relevante? Negar a importância moral de “matar um feto”, como ele escreve, ou do suicídio corresponde a jogar no lixo mais de dois milênios (!!!) de filosofia. E Sócretes? O nosso filósofo leu Sócrates ou não conseguiu ir além de Biro-Biro?Pavão, o seu problema nem é tanto deformação ideológica — sem que deixe de ser também. O seu problema e de muitos de seus pares é mesmo ignorância. Trata-se de uma gente que se diploma e faz mestrado e doutorado na base das relações de compadrio corporativista. Aboleta-se, depois, numa universidade pública, e nunca mais é testada — e, claro, ali está protegida do mercado, que tanto detesta.Vocês acham que o Brasil teria uma das universidades mais caras e ineficientes do mundo por acaso?

O tempo
Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.E uma banana pelo potássio..E também uma laranja pela vitamina C.Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir o diabetes.Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).Cada dia uma Aspirina, previne infarto.Uma taça de vinho tinto também.Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.O benefício adicional é que, se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.Todos os dias deve-se comer fibra.Muita, muitíssima fibra.Fibra suficiente para fazer um pulôver.Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e, enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma. Sobram três, desde que você não pegue trânsito.As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.Ah! E o sexo.Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina.Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação.Na minha conta, são 29 horas por dia.A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes.Chame os amigos e seus pais.Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher.Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e, se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.Agora tenho que ir.É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro. E já que vou, levo um jornal.Tchau....Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.
Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.E uma banana pelo potássio..E também uma laranja pela vitamina C.Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir o diabetes.Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).Cada dia uma Aspirina, previne infarto.Uma taça de vinho tinto também.Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.O benefício adicional é que, se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.Todos os dias deve-se comer fibra.Muita, muitíssima fibra.Fibra suficiente para fazer um pulôver.Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e, enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma. Sobram três, desde que você não pegue trânsito.As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.Ah! E o sexo.Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina.Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação.Na minha conta, são 29 horas por dia.A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes.Chame os amigos e seus pais.Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher.Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e, se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.Agora tenho que ir.É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro. E já que vou, levo um jornal.Tchau....Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.
A Executiva no CéuFoi tudo muito rápido.A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou.Deu um gemido e apagou.Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal.Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas.Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas.Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:-Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?-No céu.-No céu?...-É. Tipo assim, o céu. Aquele com querubins voando e coisas do gênero.-Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.Apesar das óbvias evidências (nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular), a executiva bem-sucedida custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva.Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa.E foi aí que o interlocutor sugeriu:-Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.-É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?-Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.-Assim? (...)-Pois não?A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem.À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro.Mas, a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:-Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...-Executiva... Que palavra estranha. De que século você veio?-Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo "executiva"?-Já ouví falar. Mas não é do meu tempo.Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight.A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.-Sabe, meu caro Pedro. Se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.-É mesmo?-Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?-Ah, não sabemos.-Headcount, então, não deve constar em nenhum versículo, correto?-Hã?-Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aquí vai acabar virando uma anarquia.Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.-Que interessante. ..-Depois, mais no médio prazo, assim que os fundamentos estiverem sólidos e o pessoal começar a reclamar da pressão e a ficar estressado, a gente acalma a galera bolando um sistema de stock option, com uma campanha motivacional impactante, tipo: "O melhor céu da América Latina".-Fantástico!-É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização de um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.-Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe,certo?-Sobre todas as coisas.-Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico por exemplo, me parece extremamente atrativo.-Incrível!-É óbvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar em um turnaround radical.-Impressionante!-Isso significa que podemos partir para a implementação?-Não. Significa que você terá um futuro brilhante ... se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...
uem só apóia e deixa os subordinados brilhar é que faz a diferença na maioria dos casos, e por isso é quem sobe na empresa.Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente. Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul.Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio.Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho. Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta nanquim.Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.Deu no que deu. O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma.E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas. No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de "paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino". E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo.Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional. Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos. E quem era o chefe do Pena ? O Raul.E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição?Ninguém na empresa sabia explicar direito.O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava. Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa. Quando conversou comigo ,o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta. E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta.O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer. Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul. E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável: ele entendia de gente.Entendia tanto que não se preocupava em ficar na sombra dos próprios subordinados, para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos.E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler,que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima. "Qualquer tolo pode pintar um quadro. Mas só um gênio consegue vendê-lo", costumava dizer Butler. Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas. Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert, e todo pintor comum, um gênio.
Nunca tinha entendido por que as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes. E nunca tinha entendido por que os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.Uma noite, semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama. Bom, começamos a ficar à vontade, fazer carinhos, já estava bastante excitado e nesse momento, ela fala: "Acho que agora não quero, só quero que você me abrace. Me abrace, mas me abrace forte " Eu falei: "O QUEEEEEE??" Ela falou: "Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher".Comecei a pensar onde podia ter falhado. No final, assumi que naquela noite, não ia rolar nada, virei e dormi.No dia seguinte fomos a um grande hipermercado, do tipo Carrefour, com muitas lojas dentro dele. Dei uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três. Então ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem, a R$ 200,00 cada par. Respondi que tudo bem. Depois fomos à seção de joalheria, de onde saiu com uns brincos de diamantes.Estava tão emocionada! Deveria estar pensando que fiquei louco, agora penso que estava me testando quando pediu também uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga.Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim. Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso; Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz!Quando ela falou: "Vamos passar no caixa para pagar" tive dificuldade para me segurar ao falar com ela: "Não, meu bem, acho que agora não quero comprar tudo isso". Ela ficou pálida. Ainda falei: "Só quero que você me abrace. Me abrace, mas me abrace forte". No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei: "Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras como homem..."Acredito que o sexo acabou para mim até o natal de 2010.
Assinar:
Postagens (Atom)
